20/08/2017

Love The Way You Lie - Capítulo IV - Miragem


Angel Baker-Bieber.
Os carros pretos se aproximavam cada vez mais, os tiros ainda não haviam parado. Justin estava com a veia da testa saltada e o rosto vermelho. Seus olhos estavam negros pela raiva. Não quis contrariá-lo por medo, então me abaixei rapidamente.
— Liga pro Ryan, Angel — Disse jogando o celular para mim.
Peguei o celular e rapidamente disquei o número de Ryan, assim que o mesmo atendeu coloquei no viva-voz.
Drew? — sua voz ecoou pelo carro.
— Ryan, preciso de ajuda, tão atrás de mim. — Justin disse sério.
Como assim, cara? — perguntou confuso.
— Não posso explicar agora, caralho. Chama logo os meninos e vêm pra estrada principal, esses filhos da puta tão atirando em mim e a Angel tá’ no carro.
Calma, dude. — o som das teclas do celular sendo digitadas foi ouvido e logo Ryan voltou a falar: — já avisei os caras, pega a estrada pro galpão, Chris está saindo de lá agora.
— Valeu, cara — respondeu e Ryan desligou.
Justin abriu o porta-luvas e tirou de lá uma arma, assustei-me de imediato, ainda não havia me acostumado com isso.
— Angel, pega o volante.
— Quê?— disse confusa.
— Anda porra, pega logo, ou prefere levar um tiro? — disse estressado, como sempre.
Revirei os olhos e me sentei no banco do carona, segurando o volante para ele. Justin passou, com dificuldade, para o banco de trás e eu assumi rapidamente seu lugar para o carro não perder o controle. Ele abriu a janela de trás e passou a revidar os tiros. Senti um nó se formar em minha garganta e minhas vistas embaçarem, me fazendo ziguezaguear pela rua, levando um xingo de meu marido.
— Merda, Angel, nem pra dirigir você presta — gritou bravo.
— Desculpe — sussurrei, tentando limpar as lágrimas que queriam sair, para assim, desembaçar minha vista.
Um tiro atingiu o vidro do porta-malas e estilhaços se espalharam por todo o banco de trás. Ouvi um xingamento baixo vindo de Justin e rapidamente olhei para o retrovisor. Justin havia levado um tiro no braço. Para o meu alívio, o carro de Chris surgiu a minha frente.
— Justin, o Chris — avisei-o.
— Ótimo, pega a próxima estrada de terra a direita, Angel — disse.
Antes que eu pudesse entrar na estrada de terra, avistei pelo retrovisor mais quatro carro surgindo e cercando os que nos perseguiam. Adentrei a estrada de terra e dirigi por cerca 10 minutos em mata fechada, por ordens de Justin. Chegamos em um galpão aparentemente abandonado. Estacionei o carro e saí para ajudar Justin.
— Sai, porra, não preciso da sua ajuda para andar — disse seco, me empurrando.
— Grosso — resmunguei, revirando os olhos.
Entrei naquele galpão avistando duas mesas com computadores e uma cheia de papéis espalhados. Havia dois sofás e alguns pufes espalhados pelo galpão, que não era tão grande. Havia mais alguns móveis pelo galpão, que não dei atenção, e mais duas portas e uma escada, que levava ao andar de cima. Uma das portas, percebi que dava atrás do galpão, a outra deduzi ser um banheiro, já que Justin saiu de lá com uma maleta de primeiros-socorros.
Sentei-me no sofá e esperei que ele se aproximasse. Justin me entregou a maleta e uma tesoura.
— Você vai ter que tirar a bala — disse sério.
— O que? — disse espantada.
— É surda agora, caralho — irritou-se. — Você vai ter que tirar a bala, ou acha mesmo que eu vou para um hospital com meu rosto estampado nos jornais?
— Mas você foi até o restaurante hoje e nada aconteceu — resmunguei.
— Angel, cala a boca e me ajuda logo — respondeu, revirando os olhos.
Ele se sentou ao meu lado e me pediu para cortar sua blusa, fiz o que ele mandou e usei um pedaço da blusa para fazer um torniquete acima do buraco da bala. Abri a maleta de primeiros-socorros e vi alguns medicamentos, seringas, faixas, esparadrapos, gazes, uma pinça e agulhas e linhas de sutura. Justin pegou a garrafa de álcool, que estava ali também, e me entregou junto de um par de luvas vinil que eu não havia reparado que ele havia trago.
— Justin — disse receosa.
— Qual é, Angel? Você sempre quis ser enfermeira, tá na hora de praticar — debochou.
— Vou fazer você sentir muita dor, seu babaca — respondi, revirando os olhos.
Justin riu e se arrumou no sofá para que eu começasse, coloquei as luvas e peguei um pedaço de algodão o umidecido com álcool. Limpei o local da bala e abri o pacote que continha uma pinça.
— Há um frasco de lidocaína ali na maleta — disse antes que eu começasse.
— Qual hospital você anda assaltando? — perguntei.
Um leve sorriso brotou em seus lábios e eu sorri com aquilo. Após esperar alguns minutos para que a anestesia fizesse efeito, consegui remover a bala, que não havia ido fundo, e suturar. Enfaixei seu braço e pude relaxar. Havia ficado tensa, com medo de fazer algo errado.
— Obrigado — disse baixo e se levantou, ao ouvir o som de carros chegando.
Justin saiu do galpão me deixando ali sozinha, olhando para as paredes. Bufei entediada e me levantei. Comecei a fuçar os papéis que estavam espalhados pela mesa e não achei nada de interessante. Apenas descobri que bandidos também cuidam da contabilidade. Decidida a chamar Justin para irmos embora, me assustei ao me virar e ver Justin ali parado, com um sorriso lindo nos lábios.
— Que peruca é essa? — perguntei confusa, ao ver que seus cabelos estavam mais compridos e cortados do mesmo modo como de um ano atrás. — Justin, onde você trocou de roupa?
— O que? — disse confuso.
— Essa roupa e essa peruca, tá querendo brincar com a minha cara? — disse começando a me irritar.
— Justin?
— Seu nome, não? — disse confusa.
— Claro — sorriu triste e uma expressão melancólica tomou conta de seu rosto.
— O que foi? — perguntei preocupada com sua tristeza repentina.
— Nada, meu amor. Tenho que ir falar com os garotos — disse e saiu pela porta que levava aos fundos do galpão.
Tentei chamá-lo para lembrá-lo de que os garotos estavam na frente, mas ele não me ouviu. Fiquei distraída alguns minutos encarando a porta por onde ele saiu e não percebi quando Ryan apareceu na porta me chamando, o que me fez pular de susto.
— Angel, Justin está te chamando para ir embora. — Percebendo que eu havia me assustado, perguntou: — Está tudo bem?
— Tá sim — dei um sorriso forçado e olhei novamente para a porta que dava para o fundo.
Saí do galpão com Ryan e vi Justin encostado no carro terminando de fumar seu cigarro. Seria uma cena muito sexy, se ele não estivesse sem camisa e vestindo a mesma calça de antes. Me aproximei dele com uma expressão confusa.
— Porque você… — parei de falar e fiquei o encarando, tentando entender o que estava havendo.
— Porque o que? — perguntou me encarando com tédio e jogando seu cigarro no chão.
— Nada — respondi. Eu estava ficando doida.
— Entra na porra do carro — disse seco, ocupando seu lugar no lado do motorista.
Revirei os olhos e fiz o que ele mandou. Passei todo o caminho tentando entender o que havia acontecido naquele galpão, não soube dizer se foi real ou apenas minha imaginação desejando ter meu antigo Justin de volta.
— Como é bom — sua voz ecoou pelo carro.
— O que? — perguntei confusa.
— Quando você fica de boca fechada — debochou.
Ignorei completamente a criatura que eu chamava de marido e voltei a mergulhar em meus pensamentos.

Continua…

*lidocaína ou xilocaína é um anestésico local.


Postagem programada, mas pode comentar que vou adorar ler :).
Visite os blogs da campanha:
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Dangerous Love
Imagine Belieber3
Damn and In Love

6 comentários:

  1. Continua,eu amo essa fanfic,queria muito ver o desfecho dela ������

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  2. Olá.
    Tentei seguir seu blog, mas não foi possivel e está dizendo que fui bloqueada :(
    De qualquer maneira estou no capitulo três de ltwyl e estou adorando sua fic. Posta logo e espero poder seguir futuramente seu blog, se não ficará dificil de acompanhar.
    Posta mais.
    Beijos, Métis (gyllenswift.blogspot.com.br)

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